Inicio este blog com um tema bastante polêmico, muito discutido nas redes sociais nas últimas semamas: o concurso para professores do estado do Rio Grande do Sul.
Abaixo, segue o que postei em minha página do Facebook, no dia 30/12/11.
"Eu escolhi minha profissão, sou professora porque quero e não vou ficar me lamuriando porque ganho pouco. Ganhar mais? É óbvio que eu queria! Mas quando optei por esse caminho, já sabia que, dificilmente, seria valorizada financeiramente.
Posso sim receber esse tipo de valorização, se optar por abandonar a sala de aula, por abandonar meus pequenos. Posso atuar na área burocrática, ou trabalhar com pesquisa em educação (bem distante da realidade, afinal, criar dados de pesquisa passa beeem longe do cotidiano escolar). Mas o que me faz feliz é dar aula, é trabalhar com crianças, isso é muito gratificante e não há dinheiro que pague!
Plantar sementinhas, estimular a pensar de forma crítica, educar, ensinar valores, aprender com meus alunos, e tantas outras coisas que fazem parte de uma sala de aula...
Lutar por um salário digno sim, mas jamais desistir antes de tentar!
Deixar de fazer um concurso público por causa da baixa remuneração não envolve somente o lado financeiro. Envolve princípios, sonhos, ideologias... Eu acredito na educação pública, e só fazendo parte dela poderei contribuir para a sua mudança!"
Posso sim receber esse tipo de valorização, se optar por abandonar a sala de aula, por abandonar meus pequenos. Posso atuar na área burocrática, ou trabalhar com pesquisa em educação (bem distante da realidade, afinal, criar dados de pesquisa passa beeem longe do cotidiano escolar). Mas o que me faz feliz é dar aula, é trabalhar com crianças, isso é muito gratificante e não há dinheiro que pague!
Plantar sementinhas, estimular a pensar de forma crítica, educar, ensinar valores, aprender com meus alunos, e tantas outras coisas que fazem parte de uma sala de aula...
Lutar por um salário digno sim, mas jamais desistir antes de tentar!
Deixar de fazer um concurso público por causa da baixa remuneração não envolve somente o lado financeiro. Envolve princípios, sonhos, ideologias... Eu acredito na educação pública, e só fazendo parte dela poderei contribuir para a sua mudança!"
Vou, somente, reforçar minha opinião: penso que desistir de fazer este concurso devido à baixa remuneração é o mesmo que desistir de lutar por uma Educação pública de qualidade! É óbvio que nós, professores, queremos valorização financeira, mas acredito que, só poderemos melhorar essa realidade fazendo parte dela. Deixar de fazer o concurso é o mesmo que desistir, se omitir ou permanecer em uma zona de conforto, reclamando muito sem nada fazer!
Não concordo Gabi, ceder ao que o governo quer pagar nos dá a chance de lutar por salários mais justos?
ResponderExcluirEu sei que pra quem "não tem" é melhor pouco do que nada. E isso é motivo pra muitos fazerem o tal concurso. Mas vou postar aqui o que a colega Francine Martini publicou no mural do face, pq considero bastante apropriado:
"Meninas, vou dar minha opinião: NÃO FAÇAM O CONCURSO DO ESTADO! Sabem por quê? Porque nós “prostituímos” nossa profissão, nós somos as culpadas por essa miséria que nos oferecem, pois nós aceitamos isso! Nós reclamamos, mas mesmo assim vamos lá e fazemos o concurso em troca de “estabilidade”! Pra quê? Para depois fazer centenas de greves que não levam a lugar nenhum e só nos dão mais trabalho no período pós-greve! Nós estudamos 4 anos (e no caso da UFRGS, em uma Universidade extremamente concorrida e conceituada) para vender nosso trabalho por essa palhaçada que estão oferecendo??? Eu não! Eu vou gritar antes da greve dessa vez: NÃO VOU FAZER O CONCURSO DO ESTADO, POIS O MEU TRABALHO VALE MUITO MAIS DO QUE ELES ESTÃO DISPOSTOS A PAGAR! Não se vendam por tão pouco!!! Todos reclamam depois, todos dizem que é ruim, que paga muito mal e que são obrigados a fazer greve! Nós já sabemos disso, então vamos fazer diferente: não vamos aceitar desde o início! Se todos nós (da categoria) nos uníssemos e não nos inscrevêssemos nesse concurso, talvez assim eles percebam o quanto precisam de nós e o quanto nós não queremos o que eles têm para nos oferecer! Quem trabalha simplesmente porque gosta? Amor não enche barriga, não compra casa, não sustenta família! Não façam o concurso! Não aceitem que eles continuem oferecendo qualquer coisa para a nossa profissão!!! Se eles oferecem isso, é porque alguém aceita! A valorização tem que começar por nós mesmos! E de uma coisa eu tenho certeza: o meu trabalho, o meu estudo, a minha dedicação, o meu empenho, o meu conhecimento não valem o que eles querem pagar! Vale muito mais e por isso eu não vou aceitar e não vou me inscrever nesse concurso! Eu quero estabilidade REAL!"
Luta por educação não paga a prestação do meu apartamento, nem meu plano de saúde! Começa por aí... Também acho que não podemos desvalorizar a pesquisa, nem mesmo que atua nas redes privadas. Também já estive na ponta e me sentia muito desvalorizada. Ao longo do tempo, fui vendo que precisamos escolher e fazer a diferença atuando, mas também pensando a educação, estando na ponta sim!! Não farei o concurso do estado justamente para não ficar fazendo greve depois. Penso que, se optar pelo concurso, deverei me dedicar muito e isso vai pesar no fim do mês. Não sei ser uma professora irresponsável e não sei até que ponto vale a pena dedicar-me sem recursos! Não falo só de remuneração, mas condições de trabalho. Entrar para ficar reclamando do meu salário, das escolas, do governo? Melhor não entrar e procurar algo que me faça bem e que eu realmente condiga contribuir!!!
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