Sempre me questionei sobre este assunto e, agora, que o mesmo está emergente devido à aprovação da lei que proíbe os pais de baterem em seus filhos, considero pertinente uma discussão sobre esse polêmico tema.
Quero aqui discutir o que pode estar por trás desta forma de educar, ou, na minha concepção, de ‘deseducar’. Uma simples “palmadinha na bunda” pode causar inúmeros problemas futuros, que perpassam o simples ato momentâneo.
A palmada é uma agressão, o que já justifica a tal lei. Mas, além desse aspecto, penso em como é possível ensinar alguém agredindo-a? E depois, como criticá-la quando ela agredir algum amiguinho, se nós mesmos, adultos, ensinamos que os problemas são resolvidos com agressão?Além de punir, o que ensinamos quando batemos?
Sim! Nós, adultos , ensinamos aos pequenos que os problemas são resolvidos com agressividade. E somos tão hipócritas quando, posteriormente, em conflitos entre crianças, afirmamos para as mesmas que devemos resolver os problemas conversando, e não brigando. Ora, há coisa mais contraditória? Isso lembra o dito popular: “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço.” Que confusão fazemos na cabeça dos pequenos!
Acredito que o simples tapinha dói, e que essa dor só tende a se multiplicar com suas conseqüências. Uma punição covarde que ensina atitudes covardes. Batendo para resolver um problema eu ensino que é dessa forma que resolvemos todos os problemas.
Então, outro questionamento que me faço: Por que a grande maioria dos pais prefere bater a conversar? Penso que esse é o caminho mais imediato, mais “fácil”. Realmente, no momento ele resolve os problemas, pois a criança sente medo, não quer mais sentir dor. No entanto, o caminho mais trabalhoso, o de uma boa conversa, repetidas vezes é claro, tem resultados bem melhores. Com certeza, depois de muito tempo, a criança compreenderá que bater não é a melhor atitude!
E você, prefere dar a palmadinha ou educar o seu filho para o futuro?
http://g1.globo.com/politica/noticia/2011/12/camara-aprova-projeto-que-proibe-pais-de-baterem-dos-filhos.html