sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Um tapinha não dói?

Bater educa? Um tapinha na bunda não dói?
Sempre me questionei sobre este assunto e, agora, que o mesmo está emergente devido à aprovação da lei que proíbe os pais de baterem em seus filhos, considero pertinente uma discussão sobre esse polêmico tema.

Quero aqui discutir o que pode estar por trás desta forma de educar, ou, na minha concepção,  de ‘deseducar’. Uma simples “palmadinha na bunda” pode causar inúmeros problemas futuros, que perpassam o simples ato momentâneo.

A palmada é uma agressão, o que já justifica a tal lei. Mas, além desse aspecto, penso em como é possível ensinar alguém agredindo-a? E depois, como criticá-la quando ela agredir algum amiguinho, se nós mesmos, adultos, ensinamos que os problemas são resolvidos com agressão?Além de punir, o que ensinamos quando batemos?

Sim! Nós, adultos , ensinamos aos pequenos que os problemas são resolvidos com agressividade.  E somos tão hipócritas quando, posteriormente, em conflitos entre crianças, afirmamos para as mesmas que devemos resolver os problemas conversando, e não brigando. Ora, há coisa mais contraditória? Isso lembra o dito popular: “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço.” Que confusão fazemos na cabeça dos pequenos!

Acredito que o simples tapinha dói, e que essa dor só tende a se multiplicar com suas conseqüências. Uma punição covarde que ensina atitudes covardes. Batendo para resolver um problema eu ensino que é dessa forma que resolvemos todos os problemas.

Então, outro questionamento que me faço: Por que a grande maioria dos pais prefere bater a conversar? Penso que esse é o caminho mais imediato, mais “fácil”. Realmente, no momento ele resolve os problemas, pois a criança sente medo, não quer mais sentir dor. No entanto, o caminho mais trabalhoso, o de uma boa conversa, repetidas vezes é claro, tem resultados bem melhores. Com certeza, depois de muito tempo, a criança compreenderá que bater não é a melhor atitude!

E você, prefere dar a palmadinha ou educar o seu filho para o futuro?



http://g1.globo.com/politica/noticia/2011/12/camara-aprova-projeto-que-proibe-pais-de-baterem-dos-filhos.html

sábado, 7 de janeiro de 2012

Concurso Estadual do Magistério (RS)

Inicio este blog com um tema bastante polêmico, muito discutido nas redes sociais nas últimas semamas: o concurso para professores do estado do Rio Grande do Sul
 
Abaixo, segue o que postei em minha página do Facebook, no dia 30/12/11.
 
"Eu escolhi minha profissão, sou professora porque quero e não vou ficar me lamuriando porque ganho pouco. Ganhar mais? É óbvio que eu queria! Mas quando optei por esse caminho, já sabia que, dificilmente, seria valorizada financeiramente.
Posso sim receber esse tipo de valorização, se optar por abandonar a sala de aula, por abandonar meus pequenos. Posso atuar na área burocrática, ou trabalhar com
pesquisa em educação (bem distante da realidade, afinal, criar dados de pesquisa passa beeem longe do cotidiano escolar). Mas o que me faz feliz é dar aula, é trabalhar com crianças, isso é muito gratificante e não há dinheiro que pague!
Plantar sementinhas, estimular a pensar de forma crítica, educar, ensinar valores, aprender com meus alunos, e tantas outras coisas que fazem parte de uma sala de aula...
Lutar por um salário digno sim, mas jamais desistir antes de tentar!
Deixar de fazer um concurso público por causa da baixa remuneração não envolve somente o lado financeiro. Envolve princípios, sonhos, ideologias... Eu acredito na educação pública, e só fazendo parte dela poderei contribuir para a sua mudança!"
 
Vou, somente, reforçar minha opinião: penso que desistir de fazer este concurso devido à baixa remuneração é o mesmo que desistir de lutar por uma Educação pública de qualidade! É óbvio que nós, professores, queremos valorização financeira, mas acredito que, só poderemos melhorar essa realidade fazendo parte dela. Deixar de fazer o concurso é o mesmo que desistir, se omitir ou permanecer em uma zona de conforto, reclamando muito sem nada fazer!